terça-feira, 3 de novembro de 2026

    

                                                                           

                                                                       

                                                              À BEIRA MAR


                                         Ângela mergulha os pés na areia molhada da praia enquanto as ondas vem lamber seu corpo, às vezes ternas, às vezes impetuosas. Fica pensando como sempre foi sua vida. Perguntas, perguntas. Poucas respostas. Suas perguntas sabia que ninguém conseguiria responder. E as perguntas que faziam e ainda fazem, muitas vezes inconsequentes, absurdas e até maldosas, não consegui e não consigo responder e mesmo que soubesse porque responderia com palavras? Prefiro responder com gestos e atitudes. Respira fundo. A água salgada vai lavando e curando feridas da alma

                                            A imensidão do mar parece tornar tudo pequeno. Sente a alma desprender-se do corpo e se fundir com o mar. É libertador. Sente-se livre,  leve, liberta. Feliz. Em paz.

                                                                

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