domingo, 4 de agosto de 2013

Simplesmente Pensamentos






            - Na verdade tu já me amas, apenas não sabes. Quando souberes, vem me dizer. Te espero. Mas não demores. Posso cansar de esperar e desistir de ti.




              -  Eu não penso pra escrever; eu escrevo pra pensar.




              - Vontade de sumir, desaparecer, cair na estrada, abandonar tudo; medos, tristezas, desilusões, frustrações, decepções. incertezas, dúvidas. Fugir...Fugir... Pra onde? De quem? Por que? Pra que? Com quem? Em busca do quê? Do que perdi ou do que deixei de conquistar? Fugir simplesmente. Talvez de mim mesma. Fugir...Mas de que adianta? Se por onde eu for, irei comigo.

domingo, 28 de julho de 2013

Pensamentos


 




                           O vento que sopra agita minha alma. A chuva que cai me faz terra fértil. Minha cabeça que pensa me faz corpo latente. Mas será minha cabeça que pensa? Ou serão os pensamentos que a pensam...ou me pensam? Sou campo minado prestes a explodir; os pensamentos são pequenas minas(pequenas, mas perigosas) prontas pra detonar. A chuva bate na janela com a violência da Natureza em ebulição, o vento infiltra-se pelas frestas, faz as árvores se vergarem a sua vontade. Um frio insinuante arrepia a pele. Vontade de ter-te ao meu lado, sentir teu calor, teu carinho. Oh! mas do que estou falando? De sonho ou realidade? Não sei. Que importa? Os pensamentos se embaralham. Os sentimentos se confundem. Mas este vento sopra, arrasta, leva as nuvens pra lá e as trazem de volta, numa dança frenética. Meus pensamentos enlouquecem, enveredam pelos mais diversos caminhos e direções, se misturam, se atropelam, me levam a extremos de alegria e tristeza, confiança e desespero.
                            A chuva escorre pelos vidros da janela, formando desenhos estranhos; fico olhando hipnotizada e de repente não sou EU, gente, pessoa; sou um pensamento que me pensa. E aí surge a dúvida; sou um bom pensamento? Ou não? Vigiai os pensamentos. Os bons pensamentos contribuem pra nossa felicidade e para que sejamos bem sucedidos. Por outro lado, os maus pensamentos destroem e arrasam.
                             O vento e a chuva voltam mais forte depois de uma pequena pausa. O vento consegue ultrapassar as barreiras e chega até mim, sopra no meu ouvido um poema louco e travesso...e vai embora; a chuva que veio em sua carona respinga meu rosto numa suave carícia, refresca minha alma e vai embora acompanhada do vento. Me deixam estonteada. Perdi a noção de tempo e espaço, estou como que em transe. Na ciranda da vida quem gira sou eu na velocidade dos pensamentos.
                              Dizem que quando a gente pensa o Universo se movimenta. Tenho medo. Oh! meu Deus, espero que o Universo não se descontrole, não entre em "parafuso" de tanto e tão intensamente que penso.
                              Não é muito agradável sentir-se uma "coisa" pensante, perder o controle, ser dominada, sugada, arrebatada sem conseguir reagir e o pior é que na maioria das vezes são os maus pensamentos que ME envolvem. É preciso travar uma batalha com eles. E como são fortes! Entrar em confronto direto com eles não é muito inteligente. Quase sempre acabamos derrotados e cansados. O melhor é deixá-los passar e tentar resgatar de algum recanto de nosso ser a porção divina que existe em nós, concentrar-se nela, procurar torná-la forte e envolvente. É tão difícil, mas é preciso encontrar esta luz. É preciso. É preciso. Tou cansada. Minha cabeça está ora vazia, ora cheia de pensamentos loucos. O vento e a chuva ora acalmam, ora se intensificam. Como os pensamentos. Como a vida.  

                     



                    

sábado, 29 de junho de 2013

Ah! As Crianças







                          Não sou do tipo que acha que toda criança é um anjo de doçura, nem acho que toda criança seja um diabinho. Acho que elas, como todo ser humano, são ambas as coisas alternadamente e mais anjo ou mais diabinho de acordo com cada um. Mas as crianças são sinceras e quem pode resistir quando abrem um sorriso e de braços abertos pulam em nosso pescoço e nos envolvem num abraço e aos beijos dizem que nos amam. Nos faz tanto bem, enriquece a alma e nos faz felizes. Da vontade de chorar de emoção, afasta o cansaço, a tristeza, a angústia, recarrega nossas energias, traz alegria, desperta os sentimentos de amor, perdão, solidariedade, faz acreditar que é possível a paz e a ternura, a espontaneidade e a sinceridade. São chatas,  choram quando não devem, atrapalham os planos, querem respostas para perguntas que muitas vezes nem nós sabemos. Mas são maravilhosas  e não raro nos mostram uma solução.
                             Querem atenção cativa toda hora, todo dia, são egoístas e possessivas, mas são uns serezinhos deliciosos que não nos deixam esquecer o grande milagre da vida que se realiza constantemente diante de nós.
                               São cruéis, se bobearem, os pais e quem mais aparecer se tornam escravos delas; ordenam, não pedem; mas são encantadoras, carinhosas e precisam tanto da ajuda dos adultos para crescerem física, espiritual, moral e intelectualmente. São pequenos seres dependentes, moldados a cada dia, cada hora, cada gesto, cada palavra. É uma tarefa delicada e grandiosa para os adultos, que devem ser enérgicos, mas compreensivos; amigos, mas exigentes, devem mostrar que confiam, mas cobrarem responsabilidade, fazerem o possível para darem conforto e condições para crescerem, mas talvez o mais difícil e mais necessário, saber dizer "não", impor limites, mostrar que o respeito à liberdade do outro é tão importante quanto o respeito a sua liberdade.
                                Crescer é um todo que se faz de pequenos detalhes do dia a dia; que começa quando nascemos e não acaba mais. O adulto desempenha um grande papel nesse desenvolvimento. Difícil, mas compensador.

sábado, 1 de junho de 2013

Um Caso Passional




                
                          Há muito tempo Fábio vinha desconfiando da mulher, sentia que alguma coisa estava acontecendo, ela não era mais a mesma. Um dia ele até perguntou o que estava se passando.
                           - Não é nada Fábio, não estou me sentindo muito bem, é enxaqueca, logo passa. Só que não passou.
                            Começou observar as atitudes dela, distante, fria; um dia tendo voltado mais cedo pra casa não a encontrou. Quando ela entrou em casa, ele estava numa posição que podia observá-la sem ser notado e percebeu que estava agitada, com um brilho diferente no olhar. Disfarçando, como se não tivesse notado nada de estranho, apareceu e disse com a maior naturalidade, beijando-a de leve:
                             - Oi querida, tudo bem? Ela sobressaltou-se, ficou pálida, mas se recompôs logo.
                             - Chegaste cedo hoje, querido, eu estava na casa da Lúcia, fazia tempo que ela me cobrava uma visita. E Anita começou a desfiar uma porção de histórias e novidades que havia descoberto com a tal visita à amiga.
                               - Tu sabias que a Vera vai casar com o Paulo?
                               - Quem é Vera?
                               - Ah, Fábio, a Vera, aquela que estava de casamento marcado com o Jorge e depois acabou não saindo porque, segundo dizem, ele descobriu que ela era amante de um diretor de televisão que iria lhe arranjar um papel em uma novela.
                               - Agora eu lembro, e o Paulo é algum diretor de TV ou cinema?
                               - Não, é filho de um grande industrial, é riquíssimo.
                               Eles procuravam conversar normalmente, como se estivesse tudo bem, mas havia um grande mal estar entre eles, queriam parecer naturais, mas não dava, suas vozes, seus gestos soavam falsos, forçados.
                                À hora de dormir, na cama, ele tentava abraçá-la, beijá-la, ela se esquivava, dizendo-se indisposta e com dor de cabeça(sempre a dor de cabeça); ele aceitava, aparentemente, a desculpa como verdade, mas cada vez ficava mais convencido de que ela o traía, mas como não queria cometer nenhuma injustiça, resolveu investigar e decidiu que começaria a seguir a mulher pra saber se realmente ela tinha um amante e quem era esse amante.
                                 Depois de seguí-la durante um mês descobriu a verdade, ela o enganava sim e com aquele rapaz que um dia ao voltar mais cedo encontrou em sua casa e ela então lhe disse que era um primo distante que há muito não aparecia. E ele, idiota, acreditou.
                                 Mas agora era diferente, ele sabia a verdade e sabia muito bem o que fazer.
                                 Chegou em casa, ficou esperando por ela, pensando em todos aqueles anos em que viveram juntos, recordando os momentos felizes, é sim, porque eles foram felizes até que começaram as brigas, os desentendimentos e aí então tudo ruiu.
                                 Começou a planejar o ritual, escreveu uma carta para o jornal, foi até a caixa postal do apartamento pra colocá-la, voltou, preparou dois drinques, colocou um disco, pediu à empregada que preparasse um jantar especial, à luz de velas, arrumasse a mesa para um jantar romântico, com flores, champanha, tudo o que tinha direito, sentou-se e ficou pensando qual seria a melhor maneira.
                                  Uma facada, talvez. Não, facada dói muito e além do mais poderia fracassar na hora de enterrar a faca, afinal não é um assassino. Um tiro. Não. Um tiro, coisa mais seca, sem romantismo. O quê, então? Comprimidos? Sim, comprimidos, ou melhor, veneno. Isto. Veneno. Arsênico na última taça de champanha. Beberiam  da mesma taça, uma, depois a outra(se desse tempo). Sorriu triste ao imaginar a cara apavorada, desesperada que ela faria quando lhe contasse. Mas aí seria tarde demais. Mas tudo isso depois de se amarem, é sim, primeiro teriam que se amar, só então colocaria o seu plano em funcionamento. Teria que convencê-la a fazer amor com ele pela última vez, mas com todo aquele clima preparado ela não seria capaz de dizer não. Depois do brinde fatal contaria o que tinha feito. Ela ficaria desesperada, é claro, mas iria compreender. É claro que sim. E morreriam abraçados, nús, na cama, Nunca mais ninguém seria de ninguém. Nunca mais. Nunca mais...
                                     Um barulho na porta, é ela que vem chegando...
                                     No dia seguinte, no jornal a grande manchete na primeira página. "MARIDO MATA A MULHER E SE SUICIDA. POR CIÚME. POR TRAIÇÃO".
                              

terça-feira, 21 de maio de 2013

Risos e Lágrimas




                 Rir é  bom, oxigena  a   mente, libera as  tensões, chorar...bem, chorar nos deixa um travo amargo na garganta, escurece o semblante.
                 Rir alegra o rosto, coloca um brilho no olhar, faz o sangue circular, Chorar. Chorar incha os olhos, deixa o rosto vermelho e intumescido.
                  Rir irradia energia  positiva, atrai os anjos. Chorar irradia energia negativa, afasta  os  anjos.  Risos  e  Lágrimas.  Antagônicos  e  tão  radicalmente diferenciados. Mas...será tão simples assim, ou melhor, tão simplista assim estas definições?
                  Rir significa alegria, felicidade. Chorar significa tristeza, infelicidade? Nem sempre.  Rir  pode  ser  um  estado  de  agitação  incontrolável  e  chorar pode ser uma explosão de felicidade.
                  Rir  é  gostoso,  faz  bem, alegra ambientes. Aquele riso que brota do fundo da  alma  e  se  espalha  por  todo  o ser. Há risos e risos. Há o riso alegre, espontâneo, descompromissado,  há  o  riso  doce  que  desperta ternura, o riso sensual provocando desejos,  o  riso  terno  consolando,  o  riso  debochado,  irônico,   que causa uma certa antipatia e mágoas, o riso cruel que fere, o  riso  provocante  que  irrita.  E assim como há risos e risos, há lágrimas e lágrimas. Há lágrimas provocadas por uma   grande  dor,
uma grande tristeza. Ah, essas lágrimas doem tanto, doem o corpo, o rosto, queimam os olhos, a boca, apertam a garganta como se fossem nos enforcar, esmagam a alma  como se quisessem tirá-la fora de nós.  Mas  quando  explodem  causam um grande alívio, é verdade  que  misturado  com  um  imenso  vazio, mas  que faz bem porque desativam as    tensões.   E  as  lágrimas   da  angústia?   Nos  deixam   num  estado  de  profunda prostração.  Um  buraco  negro   na  alma,  um  abismo  sem  fim   e  seco. Vontade de chorar. Ou melhor, de poder chorar, mas cadê lágrimas?  Em que recôndidos labirintos
 foram  se  esconder?  Às vezes  conseguimos  chorar  e  quando isto acontece é muito bom, mas vezes  há  em  que a  angústia vem e vai e as lágrimas não aparecem pra nos libertar.
                   Há também aquelas lágrimas que surgem não se sabe bem nem como, nem porque,  simplesmente  nos   sentimos tristes,  diferentes,  inquietos, parece que somos pequenos demais para os nossos sentimentos e pensamentos,   não cabemos   em nós e então nos expandimos em lágrimas.
                    E  quando  a  felicidade  é   intensa demais,  forte demais, a emoção toma conta  do  nosso  ser  e  temos  a  impressão  de  que  estamos  nos desmanchando, nos desfazendo  e  nos  fundindo  novamente.  Quando  nos  sentimos   apenas sentimento, alma,   coração,   emoção   e   nossos   pensamentos   ficam   meio  desvairados,  meio concentrados,  sem   saberem  exatamente   que   rumo  tomar,  até  se  decidirem  por integrarem  e  participarem  desse  momento  de  extrema beleza e êxtase profundo, aí então  não  basta  o  riso  e   não basta a lágrima. Um só é pouco. Acontece a suprema explosão  que  arrebata,  que  enlouquece  e que transforma risos e lágrimas dois lados de uma mesma  moeda, onde o Humano e  o Divino  se  unem, fazendo do ser humano
um ser quase(quase?) Divino.

domingo, 19 de maio de 2013

Meu Filho(ou Filha)




                     Está parada, imóvel, estagnada, subjugada; a angústia é tanta e tão profunda que chega doer, que chega ser nada. A prostração é total. É só preocupação, medo, pavor. Parece um zumbi, está em estado catatônico.
                       Pensa: meu filho, que bom que não te trouxe pra cá. Eu sei, meu filho, que onde estiveres tu sabes que não te trouxe, não porque não te quero, não te amo, mas pelo contrário, porque te amo demais. Não suporto a idéia de te ver sofrendo deste jeito. A angústia e a aflição são terríveis e o pior ainda é saber que se vai aguentar, que se vai continuar sofrendo e sobrevivendo.
                       Sabe, meu filho, muita gente me condena por eu pensar assim, nem expresso muito minha opinião pra não causar um mal estar.
                        Uma certa pessoa uma vez me chamou de egoísta. Imagina! Egoísta porque não te trouxe pra este caos. Magoou bastante. Tanto que respondi de imediato: egoísta são vocês que querem se perpetuar nos filhos...Tá...Eu sei. Foi um pouco agressivo da minha parte. Mas é que eu tava bastante machucada, chocada com o comentário.
                         Meu filho, te amo tanto que só de pensar em te trazer pra cá, me dá um nó na alma.
                         Sabe, filho, quando vejo uma criança fico pensando: Pobrezinha! Não sabe o que a espera.
                          No momento em que aterrissa aqui já é um problema atrás do outro. Isto sem falar no tempo enclausurado no útero, o rito da passagem e a angústia do nascimento que nos acompanha por toda a vida.
                          Os problemas, as preocupações são uma constante em nossa vida. Claro que sempre de acordo com o momento e a circunstância. Os problemas e preocupações de uma criança são diferentes dos de um adolescente, jovem, adulto ou idoso, mas igualmente sérios para cada um.
                           Pra começar já chega chorando e se não chora leva palmada. Depois, dor de ouvido, cólica, fome, sede, fralda pra trocar. E as pessoas que somem e então tem que botar a boca no mundo pra aparecerem e resolverem o problema ou então são aquelas pessoas chatas que pensam que criança é palhaço ou marionete e ficam falando e dizendo: faz isto, faz aquilo, bate palminha, atira beijinho. Depois são as quedas, o joelho esfolado, as pernas raladas. Logo vem a Escolinha e aí não para mais. Mas tudo isto é quase insignificante em comparação com o que vem depois e isto meu filho é só o dia-a-dia comum das pessoas. Preocupação com estudos, trabalho(ou a falta dele), preocupação constante com as pessoas queridas, pai, mãe, irmãos, familiares, amigos, saúde, relacionamentos afetivos, mágoas, traições, humilhações, decepções, frustrações, desilusões, medos, crises existenciais, arrependimentos. Ah, é tanta coisa sufocando, oprimindo, comprimindo...Claro, existem  momentos...momentos...felizes, mágicos, bons e até penso nestes momentos que poderia ter te trazido, mas estes momentos são tão fugazes e já voltam as preocupações, as angústias, as aflições...
                  Sabe, filho, as crianças gostam tanto de mim que acho até que estás um pouco em cada uma, assim como acho que estás um pouco nas pessoas que correm pra mim quando têm qualquer problema.
                   Ah, meu filho, não tenho nem força pra me movimentar, tanta preocupação, tanta angústia...esta aflição tomando conta e jogando no fundo do abismo mais profundo. Aflição que dilacera alma e coração, esta dor sem nome no fundo mais fundo do íntimo abalando todo o ser e as horas não passam e ao mesmo tempo voam. Que cansaço!
                      Meu filho, nestas horas eu agradeço a Deus por não ter te trazido pra cá.
                      Meu Deus, obrigada por não ter filhos. Não suportaria vê-los passar por isto. Me sentiria sempre culpada.
                       Eu sei, meu filho, que onde estiveres tu me entendes e sabes que foi por te amar demais que nunca pensei em te trazer pra este mundo louco e cruel. Ah, meu filho, como te amo!
                        

                        

domingo, 5 de maio de 2013

Que Sei Eu?




             

                  Primavera. Chove torrencialmente(que frase surrada!), mas é verdade. Chove. Chove muito. Mas é Primavera. Então deveria haver sol quente, ar um pouco esfumado e flores. Mas chove. E daí? Que sei eu da Primavera e de suas explosões de cores, vida, amores? Que sei eu do Inverno, seu frio(que aquece), do vento que sopra, que arrebata e enlouquece? Que sei eu do Verão e das suas cores fortes e vibrantes, do seu calor que amolece, entorpece, embriaga...? Que sei eu do Outono e da sua louca magia, da sua cor dourada, seu cheiro de mel e folhas secas pelo ar?
                    Que sei eu dos mistérios da vida, dos segredos do Universo? Do dia e da noite? Da guerra e da paz, do amor e do ódio, do tudo e do nada? Dos encantos e desencantos de uma multidão desvairada, de uma humanidade condenada a andar sempre, mesmo que muitas vezes não saiba pra onde? Que sei eu dessas pessoas que passam por mim? Que sei eu dos seus sonhos, seus medos, seus amores, dores e alegrias? Algumas trazem estampada no rosto toda uma história, outras são impenetráveis e outras são indiferentes; isto pra falar em apenas algumas, porque cada pessoa é um universo insondável, complexo e profundo. Que sei eu do sol que aquece  e da chuva que molha? Que sei eu das estações do ano, tão fascinantes, tão distintas, cada uma com sua beleza, suas peculiaridades, sua própria personalidade? Que sei eu de tudo isso e que diferença faz eu saber ou não? A vida é uma interrogação que vamos respondendo enquanto vivemos.
                   Que sei eu da vida e dos seus mistérios?
                    Que sei eu?